Transformação Ágil Corporativa
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Você já deve ter ouvido falar sobre a Internet das Coisas (ou IoT, do termo em inglês, Internet of Things). Na verdade, é bem provável que até utilize algo parecido com ela, em maior ou menor grau — se usa o celular para assistir a um vídeo na TV, por exemplo. O termo não é novo: a maioria das fontes apontam que foi citado pela primeira vez ainda nos anos 90. Em 1999, o pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Kevin Ashton, então executivo, explicou em uma apresentação para empresários como a utilização de sensores por radiofrequência revolucionaria a indústria. Ele chamou a tecnologia de “internet das coisas” e, teoricamente, foi o primeiro a utilizar o termo.

Desde então, muita gente já falou sobre a IoT, que promete ser uma tendência cada vez maior no dia a dia de pessoas do mundo inteiro. Mas como ela realmente pode ajudá-lo e transformar o seu negócio na prática? Descubra a seguir!

POR QUE A INTERNET DAS COISAS VAI REVOLUCIONAR O MERCADO

Um levantamento da conceituada publicação de negócios Business Insider mostra que, até 2020, já devem ser cerca de 34 bilhões de dispositivos conectados à Internet das Coisas (em 2015, eram 10 bilhões). A previsão é o que os investimentos sobre ela cheguem à casa dos trilhões de dólares, e as empresas vão ser as principais usuárias das aplicações de IoT, seguida pelos governos.

A Internet das Coisas promete conectar objetos das nossas casas, da indústria e até de cidades inteiras. No mundo dos negócios, permitirá conhecer melhor o consumidor e produzir de forma mais inteligente, sempre baseada em dados.

Diversas empresas e entidades declaram que a expansão da Internet das Coisas representa a 4ª Revolução Industrial — ela vai alterar profundamente todos os mercados, representando uma nova relação entre pessoas, dispositivos e dados de diversas naturezas.

Entretanto, muita gente ainda não entendeu como ela pode ser revolucionária. Um estudo do SMB Group, empresa de análise de negócios, revelou que somente 18% das pequenas e 13% das médias empresas consideram a Internet das Coisas uma das três principais prioridades delas.

Uma das grandes preocupações de muitas empresas é a segurança dos dados — dela e dos consumidores — com a utilização da Internet das Coisas. Mas já existem esforços para minimizar qualquer risco. Um dos mais interessantes é a utilização de blockchain (blocos de informação encriptada utilizados em transações de criptomoedas, como o Bitcoin).

O modo utilizado para analisar a viabilidade da IoT na empresa também é um ponto de questionamento, e pode ser resolvido com esforços de design thinking (método analítico de resolução de desafios) e profundo entendimento sobre a experiência do usuário.

Nenhuma revolução acontece da noite para o dia, e os vestígios das transformações que a consolidação da Internet das Coisas vai trazer, inclusive para as pequenas e médias empresas, já começam a surgir na prática. No próximo tópico, confira aplicações possíveis da IoT para negócios de todos os portes!

APLICAÇÕES DA IOT NO SEU NEGÓCIO

1. SEGMENTAÇÃO MUITO MAIS PRECISA

Já faz tempo que as empresas perceberam que melhor do que falar com muitas pessoas é falar com as pessoas certas. Conhecer o cliente é essencial para conseguir engajá-lo de verdade, e esse conhecimento só é possível, em profundidade, a partir de dados.

O Big Data é uma realidade e conseguir trafegar entre dados e relacioná-los analiticamente é uma demanda básica de Business Intelligence. Um estudo da empresa de pesquisa Dresner Advisory revela que empresas afinadas com a Internet das Coisas são três vezes mais propensas a considerar Big Data essencial, e os experts em Business Intelligence são os pioneiros na utilização da IoT, junto a analistas de negócio e cientistas de dados.

No centro dessa vastidão de informações, estão os dados sobre o consumidor. Descobrir o que ele compra, quais são os seus desejos e necessidades, e qual conteúdo o afeta de verdade tende a se tornar um trabalho cada vez mais sofisticado — facilitado pela Internet das Coisas, que vai alimentar as bases de dados com informações ricas coletadas diretamente dos dispositivos utilizados pelo consumidor.

2. ATENDIMENTO PERSONALIZADO

O atendimento ao cliente caminha fortemente para a personalização, em um cenário em que o marketing e até a concepção de produtos é centrada no consumidor. Mas como entender o que o cliente realmente deseja? Simples! A Internet das Coisas tem as respostas.

A utilização massiva de dispositivos móveis — especialmente os smartphones, que devem ser ultrapassar a marca de 6 bilhões em uso até 2020 — é um caminho promissor nesse sentido. Eles são um canal precioso de dados sobre o consumidor, e permitem apurar muito o entendimento sobre os desejos e necessidades dele.

Imagine este cenário: o consumidor entra na loja com o celular no bolso e sensores nas portas identificam instantaneamente que ele está ali. Com base no seu histórico de compras na loja, ele recebe uma mensagem com ofertas baseadas nos seus hábitos e gostos, instantaneamente.

Isso é uma realidade possível com tecnologias como os beacons — que são dispositivos capazes de se comunicar com os celulares e outros aparelhos móveis, a partir de tecnologia bluetooth, quando os equipamentos se aproximam. São uma tecnologia promissora para o varejo, por exemplo, visto que esses beacons podem ser posicionados em pontos estratégicos da loja.

Hoje, sensores já ajudam em atividades cotidianas e podem ser utilizados para metrificar a performance de alunos na academia, por exemplo. Os wearables, como os relógios inteligentes, também são uma tendência — já que a interface amigável desses dispositivos promete popularizar os sensores da Internet das Coisas.

3. DESCOBERTA DE NOVOS MERCADOS E PRODUTOS

Para a indústria e para o varejo, é cada vez mais importante saber exatamente qual é a verdadeira demanda por qualquer produto. A aliança entre Internet das Coisas e Business Intelligence é preciosa para essa missão (e vale lembrar que conhecimento profundo dos negócios é uma das características essenciais de um gestor de TI bem-sucedido).

Com análises precisas, é possível chegar a insights mais inovadores e, ao mesmo tempo, mais claros. Prever a aderência de determinado produto ao público, por exemplo, é facilitada a partir de um conhecimento aprofundado sobre o consumidor, além de moldar a produção segundo as preferências dos clientes.

Além disso, o marketing por geolocalização (também impulsionado por beacons) promete ganhar ainda mais força, e vai tornar a descoberta de nichos de mercado algo certeiro.

4. CONTROLE INTELIGENTE DA LOGÍSTICA

A logística, em todos os níveis, também ganha com a Internet das Coisas. Quando Kevin Ashton cunhou o termo, ele se referia, justamente, a uma tecnologia já bastante utilizada em indústrias — a RFID (do inglês Radio-Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência).

Ela utiliza tags — como adesivos — para ajudar, por exemplo, na rastreabilidade na linha de produção. Ou seja, as máquinas conseguem entender onde está determinado produto na linha e por quais testes e outros processos ele passou, sem precisar ler um código de barras. E não só isso: tecnologias como essa ajudam no estoque de varejo e de e-commerce.

A radiofrequência também é utilizada em cancelas de shoppings e pedágios, por exemplo, em que a etiqueta do carro se comunica com o controlador automático da passagem. Tecnologias desse tipo tendem a ser tornar mais refinadas e ser difundidas em outras áreas do cotidiano.

Ficou animado com a perspectiva da Internet das Coisas e todas as vantagens que ela pode trazer para o seu negócio? Nossa lista é apenas uma fração do que ela representa para o futuro!

Entre em contato conosco e vamos pensar juntos em soluções de Business Intelligence, software e o que mais você pode aplicar agora mesmo na sua empresa!


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