Transformação Ágil Corporativa
Loading...

Dada a intensa competitividade que marca o mercado empresarial atual, cada vez mais, as empresas e profissionais são demandados pelos consumidores sob o enfoque da criação de produtos e soluções altamente atrativos e alinhados às necessidades dos diversos tipos de usuários. Essa realidade fez com que o Design Thinking em métodos ágeis se tornasse uma alternativa altamente viável para fornecer as melhores respostas aos desejos do público. No entanto, embora a relação entre Design Thinking (DT) e as metodologias ágeis seja uma marca na elaboração e execução de projetos modernos, cujo foco está na melhoria da percepção dos seus destinatários sob diversos aspectos, ainda existe um certo desconhecimento sobre essa interação. Por isso, para esclarecer melhor como esses dois conceitos se complementam, elaboramos este post contendo algumas informações valiosas sobre o assunto. Continue a leitura para aprender mais!

Como se dá a relação entre o Design Thinking e os métodos ágeis?

Com tanta informação circulando pelas mais diversas plataformas, hoje, os usuários estão mais criteriosos quanto àquilo que desejam e quanto às escolhas que deverão fazer para ter seus anseios atendidos. Nesse contexto, a cada dia, as empresas precisam reforçar ainda mais o quesito valor para os seus serviços e produtos. Porém, o valor ao qual nos referimos não é aquele que se quantifica em uma moeda, mas muito além disso. A noção que mencionamos é o valor enquanto utilidade, relevância e diferencial para a vida do usuário. Nessa perspectiva, temos que a base dos métodos ágeis, atualmente, é justamente empregar valor às criações. Contudo, um profissional ou empresa só conseguem dimensionar esse valor e gerá-lo em um projeto a partir do momento em que compreendem qual o real problema do contexto em que você está trabalhando, ou seja, aquilo de que o destinatário do serviço/produto realmente necessita. O Design Thinking faz exatamente isso! Muito além de ajudar os grupos de trabalho a identificar qual é o real problema do usuário, essa “filosofia de desenvolvimento de projetos” é a base para a identificação das melhores alternativas para solucionar os entraves da execução e entregar exatamente o valor desejado pelo cliente. É importante mencionar, contudo, que o ponto tratado — identificação do valor — é uma das grandes dificuldades na implementação de metodologias ágeis. A questão que surge é: como uma empresa sabe que aquilo tem valor? Muitas vezes, ela tem poucos parâmetros ou referenciais para definir isso, ou, em muitos casos, foca apenas na conclusão do projeto, deixando de considerar a percepção do usuário. Em razão disso, o que ocorre é que as equipes trabalham soluções sem entender muito bem qual é o problema que se busca solucionar. É nesse ponto que o Design Thinking se relaciona com os métodos ágeis e ajuda as empresas a encontrarem o ponto de equilíbrio.

Como fortalecer o Design Thinking no contexto dos métodos ágeis?

Um dos pilares para que as empresas consigam extrair do DT aquilo de que necessitam para encontrar o valor nos seus projetos e melhoras nos resultados dos métodos ágeis, em grande medida, está em trazer pessoas com várias skills (habilidades) diferentes, trabalhando de maneira multidisciplinar — o que é um princípio também dos métodos ágeis. Além disso, é preciso criar sessões para o desenvolvimento de ideias que favoreçam a inspiração e a participação ativa de indivíduos com experiências, visões e bagagens de vida diferentes. É aí que as coisas se encontram e as melhores decisões são tomadas.

Quais os benefícios dessa relação?

Existem inúmeros pontos que comprovam que a relação entre Design Thinking e métodos ágeis é bastante vantajosa para as empresas e equipes que trabalham com base nelas. Talvez o principal benefício seja aliar a velocidade das respostas dos métodos ágeis à precisão dos estudos e avaliações feitas pelo DT. Em outras palavras, o Design Thinking dá todo o suporte para o desenvolvimento de ideias. Assim, o dono do produto — que é alguém que precisa entregar resultados ao negócio — tem condições de conduzir as etapas do projeto com uma certa garantia de que esse atenderá, de maneira exata, a uma demanda do cliente, mesmo que referente a uma das muitas entregas que serão feitas até a conclusão da solução desenvolvida. O DT é a chave para a descoberta de oportunidades. A utilização de aspectos cognitivos, emocionais e estéticos envolvidos na experiência do ser humano — sobretudo, aquele a que se destina à solução — é o que reforça o alinhamento da proposta do projeto com a exata necessidade do consumidor, a partir da avaliação holística de todos os elementos que podem impactar a percepção do usuário.

Como acontece a aplicação do Design Thinking em inovações tecnológicas?

Um dos traços mais marcantes das grandes inovações tecnológicas é o valor que elas trazem paras as pessoas. Os desenvolvedores, mais do que nunca, esforçam-se para trazer soluções revolucionárias, que facilitam a vida dos usuários e tornam-se ferramentas indispensáveis para o dia a dia. Nos últimos anos, não faltam exemplos que comprovam essa afirmação. Nesse cenário, a aplicação do DT, atualmente, é bastante ampla, sendo utilizada, por exemplo, no desenvolvimento de projetos com fins sociais, como ocorreu no Vietnã, onde o modelo foi utilizado para diminuir, de forma sustentável, os altos níveis de desnutrição entre as crianças em diversas aldeias da região. Feita essa contextualização, é preciso, agora, mostrar como o Design Thinking é efetivamente aplicado. O primeiro ponto que devemos destacar é que o DT não é uma metodologia, como é o Scrum, por exemplo, mas uma abordagem, uma filosofia de trabalho que tem sua aplicação baseada nos seguintes passos:

Imersão

Como o próprio nome já induz, essa é uma etapa em que a equipe imerge no projeto, buscando identificar quais problemas afetam o grupo de pessoas interessadas na solução. Nessa fase, o foco é transformar uma dificuldade em um desafio superável, desde que o produto certo seja desenvolvido.

Ideação

A etapa de ideação consiste na reunião de grupos de pessoas que têm diferentes habilidades e perspectivas de pensamento em relação ao produto ou serviço que se pretende desenvolver. É a partir dessa colaboração de diferentes integrantes do projeto — o que engloba o público-alvo, os funcionários, os fornecedores e os membros da comunidade em geral — que se consegue gerar ideias inovadoras e ricas.

Prototipação

Aqui, as ideias são postas à prova. A empresa investe na construção de um protótipo, cuja função é representar o que foi idealizado na fase de ideação. A palavra de ordem da prototipação é experimentação, que significa testar uma solução de modo a avaliar o seu potencial de atender às necessidades do usuário final. Os testes são a base para o aperfeiçoamento.

Testes

Semelhante ao que ocorre na etapa anterior, nessa fase, o produto também é testado. Porém, quem o faz aqui são consumidores reais, os quais são os mais aptos a verificar o valor da solução desenvolvida. O intuito dessa etapa é levantar feedbacks confiáveis em relação ao produto, de modo a descobrir se o projeto está devidamente alinhado aos anseios do seu público-alvo.

Implementação

Na última fase da aplicação do DT, após todos os testes, o produto já está pronto para ser entregue. Essa fase não encerra o projeto, já que esse sempre buscará o aprimoramento. Logo, métricas e indicadores, além da participação dos stakeholders, sempre servirão de norte para as melhorias. Por fim, como vimos, o Design Thinking em métodos ágeis representa um diferencial competitivo e valioso no desenvolvimento de soluções. O DT dá mais profundidade à formulação de produtos, ajudando as equipes e empresas a considerarem tudo aquilo que é mais importante para se chegar ao melhor resultado. Gostou deste post e ficou interessado em saber como dar uma roupagem mais eficiente e ágil para os processos da sua empresa? Podemos ajudá-lo! Entre em contato conosco e descubra como dar a solução correta — e com o menor custo — para os problemas do seu negócio!


Previous Post Next Post